segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ausência de ti


Tira a capa que te gela o ser
leva-me ao teu corpo
dança
braços abertos ao Tejo
na pele tens o cheiro das laranjeiras em flor
deixo para trás o medo
e levo-te a ínfima chama de um qualquer fogo
para que te aqueças  
e sejas luz presente
dança
de corpos na procura do corpo teu
guardo no mim
o desejo por ti
a ansiedade de saber
se voltarás para dançar
na luz da cidade
que se tem agora sentido
é ser a ausência de ti

Sem comentários: