estou só, deitado nú, num lençol cor de fogo
coberto de neve
cobre-me tu também com a tua neve
essa neve que conheço
essa neve que já tive
cobre-me a pele
quero sentir a tua neve quente
no corpo túrgido
tu sim, tens pele veludo jasmim
de um movimento vibrante e vigoroso
onde apetece deixar a àgua que me corre nos lábios
o teu corpo sorri
deixa que se alastre o sorriso, para que se transforme numa sonora gargalhada
toco em partes de ti
sinto como estás
quente
firme
grande
então deixa que as grandes mãos de Eros que tens te toquem para que te tornes um corpo lava
onde deixo arder os meus lábios
percorre o mastro alto do teu navio, onde um dia fui vento
assim Ser carne animal
deixo-te ir ao teu porto de abrigo
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