quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

S.

solidão por tão só ser
na cama neve
sinto a dor no corpo que é teu
olho a imagem que o espelho reflete sem a conhecer
derramo o sal das lágrimas na fotografia preta e branca
manchada de vermelho sangue
solidão por tão só te querer
ali entre quatro paredes
sem nada ver, ouvir, sentir
só tu
o todo que é teu
solidão por tão só esperar
que um dia venhas para me abraçar
num rasgo indelével de luz
que me abra o coração
para que te pinte o corpo na vermelha cor da carne
para que ali fiques
tão sós como sós nunca estivemos

1 comentário:

Anónimo disse...

Sinto saudades tuas. E nada me ocorre que seja mais egoísta para te dizer. A saudade não é empática. É autocomiserativa. Na saudade, não é contigo que me preocupo, mas comigo. Com o vazio que a tua ausência me provoca.