quinta-feira, 19 de junho de 2008

à noite

à noite 
eu vi-te chegar
à noite
os braços abertos
à noite
as roupas caídas
à noite 
os lábios desertos
à noite 
tocar as feridas
à noite
o corpo erosão
à noite
a prosa poética do meu coração
à noite
à noite
à noite
é desse lugar
de onde vais partir
para eu não te encontrar
à noite

1 comentário:

Chandelier disse...

Ai, a noite..esconde muitos segredos ;)

Muitas saudades, desta sua sempre admiradora,

Ana Luísa :)